sábado, 11 de fevereiro de 2012

Benfica goleia Nacional e coloca pressão sobre o FC Porto!


Benfica 4-1 Nacional
Quando o Benfica joga, a música é outra. Os encarnados vivem um período de exuberância futebolística, ditada por triunfos, golos e muito espetáculo. Com Rodrigo a liderar a banda, o Benfica goleou o Nacional por 4x1 e é a Luz que alumeia a Liga.
Benfica deu abertura ao Nacional, depois deu espetáculo
Se é certo que na China o calendário assinala o ano do Dragão, a verdade é que o Benfica tem reclamado por cá o protagonismo para a águia real em 2012. É justo, antes do recital de futebol disfarçado de música, mencionar que o Nacional de Caixinha não se escondeu, entrou bem, jogou e por isso teve direito aos melhores lugares do estádio quando o Benfica tomou o palco.
O primeiro acorde nasceu nos pés do mágico. Aimar, com um contrato ainda com cheiro a novo, passou a deixa para Garay experimentar. O argentino subiu e usou a cabeça - e as costas de Matic - para um primeiro teste à sonoridade da Luz. Aprovado, o 1x0 lançava o baile que nos minutos seguintes se fez ao som da mais brilhante e desenfreada dança.
Rodrigo, um dos melhores intérpretes que Jesus tem para mostrar, desfilou à frente da defesa insular, levantou a cabeça e transferiu a carga para Nolito. Marcelo, na baliza do Nacional, serviu de travão ao remate em fúria do espanhol. Ao compasso dos segundos, o Benfica aumentava os decibéis, como aos 14', quando Cardozo usou o poste direito para criar novo efeito na Luz.
Gaitán serviu Cardozo mas o golo é todo dele
Era um Benfica com a corda toda, afinadíssima e requintada. Quando Luisão, aos 15', falhou sozinho, de cabeça, perante Marcelo, já Nico Gaitán dava os últimos retoques na bateria para o ato a solo que se seguiria. Minuto 21, o argentino pegou na bola e deixou quem via de boca aberta. Passou por três, quatro adversários, sempre a uma velocidade alucinante, e depois usou a trivela para dar a Cardozo o segundo golo da noite. Sublime.
Se não se falou do Nacional é porque o Benfica roubou todo o protagonismo possível, mesmo quando os madeirenses até se apresentaram de forma engraçada na capital. Voltariam, temporariamente, à discussão do jogo quando Jorge Sousa decidiu desafinar, ao assinalar uma grande penalidade inexistente de Emerson sobre Skolnik. Claudemir não falhou e por momentos o concerto encarnado ficou suspenso.
Até aos 39 minutos, quando o trio Gaitán, Nolito e Rodrigo encetou o ato final antes do descanso. Tudo perfeito, com o internacional espanhol a ter a honra de finalizar, ultrapassando Marcelo e fazendo o 3x1. Se não foi a melhor primeira parte do Benfica esta época, esteve lá perto. E o Benfica não tencionava ficar por aqui.
Segunda parte deu para tudo, até para Cardozo falhar um penálti
Num início tirado a papel químico do primeiro tempo, o Benfica cedeu a abertura ao Nacional, que assustou por Diego Barcellos, mas assim que voltou a tomar as baquetas do jogo, partiu tudo. Minuto 60', Míguel Vítor de calcanhar, Gaitán de trivela e Nolito a disparar para defesa de Marcelo. Um minuto depois, Witsel, Nolito e Rodrigo - que grande jogador - a fazer o 4x1 de um ângulo que nem o mais engenhoso dos arquitetos se atrevia a desafiar.
Depois, Jesus tirou Aimar, para as palmas. Tirou Rodrigo, para as palmas. E os dois, para São Petersburgo. Era gestão, com Míguel Vítor e Nélson Oliveira em campo, dois jovens formados em casa, e com o Benfica a desbobinar futebol de alto calibre, que até permite o luxo de Cardozo falhar um penálti, aos 80 minutos. O resto, não interessa, e até amanhã o Benfica tem oito pontos de vantagem sobre o FC Porto.

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