E o Real Madrid voltou a perder. Não há forma de José Mourinho bater Pep Guardiola no Santiago Bernabéu e esta quarta-feira à noite os catalães voltaram a vencer, por 1x2, na primeira mão dos quartos de final da Taça do Rei.
Ronaldo marca na revolução blanca
Mourinho preparou uma revolução em casa para receber o eterno rival.
Mudou jogadores e esquema tático e aos 11 minutos parecia ter feito tudo
certo. Cristiano Ronaldo liderou o contra-ataque merengue, fletiu para
dentro e disparou. Pinto facilitou na baliza catalã e o Real Madrid
passava para a frente bem cedo no clássico.
Depois da
vitória por 1x3 na Liga, o Barcelona voltou a vencer no Bernabéu por
1x2. Foi a sétima vitória de Guardiola sobre Mourinho
| Cristiano Ronaldo marcou ao Barcelona pela 2ª vez nesta época |
Mas perante o
FC Barcelona, este desta «Era», nenhuma batalha significa
necessariamente a vitória na «guerra» de poder entre os dois
arquirrivais e aos 16 minutos começava a resposta dos homens liderados
por Pep Guardiola, quando Alexis acertou no poste da baliza à guarda de
Iker Casillas.
Até à meia hora foi o Barça a controlar e a ameaçar, com Messi a ser
travado por Casillas e Iniesta a não acertar no alvo pouco depois. O que
parecia ser certo de início era agora problemático para o Real Madrid,
ainda à procura da posição mais cómoda no novo fato preparado por
Mourinho. O intervalo chegava com ameaça de ataque catalão.
O empate, o génio de Messi e a história de sempre
Da ameaça ao ato foram quatro minutos na segunda parte. Xavi executou o
canto e foi o capitão a assumir o comando. Puyol voou em grande estilo e
atirou de cabeça para o empate, justo por esta altura, apenas com 15
minutos de intervalo pelo meio. «El Clássico» voltava em definitivo aos
últimos padrões, com domínio catalão, independentemente de estar em
território inimigo.
E a reviravolta só não ficou completa aos 54 minutos porque a tentativa
de Iniesta voltou a encontrar um opositor imóvel, aquele ferro que
salvaria Mourinho e os seus pela segunda vez numa noite cada vez mais
culé e menos blanca. O Real Madrid era agora uma presa fácil, a
esbracejar sem critério e frágil quando atacada de cima. Novo livre,
Busquets sobe solitário mas faz a bola passar ligeiramente por cima.
Adivinhava-se o que aconteceu aos 76 minutos. Foi mais um pedaço de
história do melhor do mundo, Lionel Messi, ele e sempre ele a aparecer
quando é preciso resolver as coisas grandes. O argentino recebeu à
entrada da área, pensou e executou primeiro que todos os outros,
levantou a bola por cima de cinco madridistas e serviu Abidal, que fez o
1x2.
O resto é história de mais um triunfo do Barça em casa do Real. Da
sétima vitória de Pep Guardiola sobre José Mourinho, da filosofia de um
jogo sobre a estratégia do futebol. Para a semana há jogo da segunda mão
e José Mourinho precisa de um plano novo, diferente de todos os outros
que já esboçou até aqui antes do Barça. Mas a porta da Taça está quase a
fechar-se... e com estrondo.

Sem comentários:
Enviar um comentário