O Benfica voltou à liderança do Grupo B da Taça da Liga, esta quarta-feira à noite, depois de bater no Estádio da Luz o Santa Clara por 2x0, na 2ª jornada da competição. Mas o triunfo só chegou quando Jesus decidiu parar com a «brincadeira.»
O Benfica a uma velocidade - lenta, por sinal - marcou presença em toda
a primeira parte no Estádio da Luz e o Santa Clara, qual convidado
tímido, foi-se soltando perante a passadeira que o visitado lhe
estendia. Aos 10 minutos Lourenço atirou forte mas ao lado e aos 19' só
um Eduardo destemido evitou estragos maiores em casa da águia lisboeta.
O primeiro esboço de perigo do Benfica surgiu no minuto seguinte.
Jardel e Javi García apareceram sozinhos para o cabeceamento, tomou a
liberdade o central brasileiro que atirou direitinho à figura de
Stefanovic. Era o melhor do Benfica em muito tempo, num onze com mexidas
para todos os gostos, nomeadamente na defesa.
Jesus não gostava mas em campo a sua «máquina» não passava daquela
velocidade e por isso as aproximações açorianas à área de Eduardo iam
sendo frequentes. Mas num paralelismo cinematográfico, Eduardo foi mesmo
«mãos de tesoura» e aos 31 e 32' voltou a desfazer em pedaços os sonhos
de golo ao Santa Clara. Era o melhor do Benfica, o que diz muito.
O único grande rasgo de talento de uma equipa que até então só sabia
golear em 2012 surgiu aos 42 minutos, quando um apagado (apagadíssimo)
Saviola tomou nos pés a responsabilidade sobre a bola, completou um
slalom perfeito e atirou de esquerda para uma excelente defesa de
Stefanovic.
Jesus fartou-se, lançou Nolito e tudo foi diferente
Matic - que jogou ao lado de Javi - já não teve direito a segundo tempo
e cedeu o lugar a Axel Witsel ao intervalo. Até foi do belga o falso
alarme de um Benfica mais perigoso, aos 47', num remate de primeira ao
lado da baliza do Santa Clara, mas depois voltou o ritmo de passeio e um
visitado mais que simpático, inofensivo.
Fartou-se Jesus e aos 64 minutos acabou com o modo de experiência na
Taça da Liga e lançou Nolito e Rodrigo para resolver o que começava a
ser embaraçoso e perigoso até nas contas finais da prova - o Marítimo já
tem seis pontos -. Saíram Saviola e Gaitán, o segundo foi uma sombra de
si próprio, o primeiro nem isso.
E com Nolito em campo, a história foi outra. O espanhol «teima» em
reafirmar-se como um elemento decisivo na equipa encarnada - mesmo que
Jesus continue a não o destacar - e três minutos depois da entrada na
arena fintou um adversário, levantou a cabeça e serviu de bandeja o golo
a Nélson Oliveira.
Nolito passou a ser o mordomo de luxo numa casa que parecia abandonada.
Minuto 75, mais um passe de golo do espanhol que só pediu a Witsel que
corresse. O belga não o negou e perante a saída de Stefanovic rematou
para o 2x0. O Benfica resolvia o que esteve difícil durante demasiado
tempo, mas só porque Nolito, Witsel e até Rodrigo não gostam de
«brincadeiras.»


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